Diagnóstico e tratamento de sarna em cães e gatos

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Um coça coça sem fim e o animalzinho com a pele cheia de feridas. É a tão temida sarna, que traz muito incômodo aos pets e, se não tratada, traz risco de complicações. A doença é causada por ácaros, como Demodex, Sarcoptes e Otodectes, podendo ou não ser contagiosa.

Se engana quem acha que é um problema somente de cães e gatos de rua: a doença também pode atingir o seu pet! Por isso, preparamos este artigo para trazer informação aos tutores sobre os sinais clínicos e as formas de tratamento.

Manifestação da sarna em cães

É uma das doenças mais conhecidas (e temidas) entre os tutores. Causada por ácaros que ficam na pele do cão, ela gera grande incômodo ao pet, causando intensa coceira, descamação da pele, perda de pelos e feridas.

Saiba, contudo, que existem diferentes tipos de sarna e cada um exige cuidados distintos.

Quais os tipos de sarna em cães?

Existem três tipos diferentes desta doença que atinge os cães, e cada um deles é causado por um ácaro diferente, com características próprias:

  • Sarna sarcóptica, ou escabiose: é causada pelo ácaro sarcoptes spp., que causa uma coceira intensa na pele do cão. Os indícios mais comuns são a pele avermelhada, queda de pelo, crostas e escoriações. Altamente contagiosa, pode atingir outros cães e até seres humanos por meio do contato direto. Em casos mais raros, pode ser transmitida a gatos também.
  • Sarna otodécica: causada pelo ácaro otodectes spp., é transmissível entre cães e gatos. Também causa coceira intensa na orelha afetada, fazendo com que possam surgir feridas mais graves por conta de o animal se coçar demais. Outro sintoma aparente é o acúmulo de cerúmen (cera) dentro do ouvido do cão, e este pode desencadear uma futura otite.
  • Sarna demodécica: ao contrário das outras sarnas, esta não é contagiosa; existe uma predisposição genética para desenvolver. A particularidade deste tipo da doença, causada pelo ácaro demodex canis, é que o seu agente está presente em todos os cães e é inofensivo. Pode se manifestar nocivamente apenas em animais que possuam uma deficiência imunológica determinada. Ao invés da coceira, a sarna demodécica, também conhecida como sarna negra, causa feridas com secreções e cheiro forte.

Gatos também podem ter sarna

É comum em bichanos de todas as idades. A doença causa muito incômodo e deve ser tratada corretamente para não gerar complicações.

Tipos de sarna em gatos

Veja abaixo os quatro tipos que podem acometer os felinos.

  • Sarna otodécica: popularmente chamada de “sarna de ouvido”, recebeu esse nome por conta do ácaro que provoca coceiras constantes: o Otodectes cynotis. Pode ser transmitida pelo contato direto, indireto e até por uso de objetos compartilhados.
  • Sarna sarcóptica: apesar de ser conhecida como a “sarna canina”, a doença é um risco para os gatos e se trata de uma zoonose. Em humanos, ela é popularmente conhecida como escabiose – e causa muita coceira.
  • Sarna notoédrica ou escabiose felina: é mais comum entre os gatos do que entre os cachorros. O ácaro Notoedres cati é o causador dos comichões que atacam principalmente a região das cabeça, orelhas e patas dos gatinhos, deixando a pele enrugada e bastante sensível.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?

Antes de administrar qualquer medicamento, é preciso estar atento ao fato de que além da sarna, existem outras doenças de pele com essas características. Portanto, nada substitui a necessidade de visita a um veterinário.

O diagnóstico é feito com o exame parasitológico de pele, também conhecido como raspado de pele.

O tratamento é realizado com banhos terapêuticos e medicações orais.

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