Tudo o que você precisa saber sobre Leishmaniose

Leishmaniose: saiba tudo sobre a doença e proteja seu pet

A Leishmaniose é uma doença gravíssima que acomete principalmente cães, gatos e humanos e está classificada como uma das seis endemias mais importantes no mundo todo, presente em toda região tropical e subtropical do planeta. Apesar disso, ela é desconhecida pela maioria das pessoas.

Antes restrita à região norte, nordeste e centro oeste do Brasil, a Leishmaniose agora já se espalhou por quase todos os estados brasileiros, inclusive chegando ao Rio Grande do Sul. O aquecimento global, a movimentação de pessoas e animais, aliado ao desconhecimento da doença e ação deficiente dos órgãos públicos de controle e prevenção são as principais causas da disseminação da patologia.

Leishmaniose visceral e cutânea

Há dois tipos de leishmaniose: a cutânea e a visceral. A cutânea é causada por dois tipos de parasitas, a leishmania braziliensis e a leishmania mexicana. A visceral é originada pelos parasitas leishmania donovani, infantum e chagasi. Mas é importante saber que em 99,9% das vezes em que o tema é leishmaniose em cães, é da leishmaniose visceral canina que se trata. Isso porque a cutânea não tem o cachorro como seu principal alvo, e a visceral, sim.

“Os testes mais utilizados para diagnóstico são testes sorológicos: teste rápido Idexx, sorologia ELISA ou RIFI, e os testes para detecção direta do parasita, para o qual o mais fidedigno é avaliação da medula óssea”

A leishmaniose visceral canina é uma doença que pode ser transmitida de animais para humanos e vice-versa, sendo o mosquito o vetor. Ou seja, é uma zoonose. Aliás, uma grave zoonose que pode levar ao óbito tanto o humano quanto o cachorro infectado. Por isso, essa enfermidade é uma questão de saúde pública que exige cuidado de todos no combate e prevenção.

A transmissão da Leishmaniose acontece quando um mosquito, conhecido como “mosquito-palha” ou “mosquito pólvora” pica o cão ou outro animal silvestre infectado, passando a ter então o parasita dentro dele. Assim esse mosquito agora infectado ao picar novamente outros animais ou mesmo pessoas, passa a transmitir a doença.

Como é feito o diagnóstico

Conforme o médico veterinário Guilherme Cirino, a Leishmaniose é uma doença de difícil diagnóstico. Na Pet Center Canoas é possível realizar todos os testes para diagnóstico disponíveis no mercado. “Os testes mais utilizados são testes sorológicos: teste rápido Idexx, sorologia ELISA ou RIFI, e os testes para detecção direta do parasita, para o qual o mais fidedigno é avaliação da medula óssea”, explica.

Clique aqui e agende o teste e vacina de leishmaniose do seu pet

Algumas pessoas ainda acreditam que o cão pode transmitir a doença diretamente para o humano, mas isso não é verdade. Mordidas, lambidas, arranhões e contato físico não passam leishmaniose de cães infectados para humanos. É necessário a presença do Mosquito picando os animais e as pessoas, para que possa haver a transmissão da doença.

Porém esse cão com a doença passa a ser um reservatório e um agente disseminador da Leishmaniose se for picado por mosquitos vetores. Saber se o seu cão tem a doença ou não e principalmente protegê-lo da picada de mosquitos ou mesmo imunizá-lo com vacinas passa a ser a medida mais efetiva para o controle da Leishmaniose.

Prevenção: evite a proliferação do mosquito

Para evitar a propagação da Leishmaniose, aconselha-se primeiramente evitar a proliferação do mosquito-palha, mantendo o ambiente limpo, livre de entulhos e acúmulo de lixo. Higiene e limpeza são fundamentais para diminuir a incidência do mosquito-palha. O uso de telas em portas e janelas também é recomendado. Outra dica é passear com o seu cachorro durante o dia, já que os mosquitos são mais ativos na parte da noite.

Para proteger seu cachorro, já existem no mercado produtos que afastam os mosquitos transmissores, como a coleira Seresto. Além disso, a vacinação contra a Leishmaniose após o término do protocolo vacinal padrão (poli, raiva, gripe, giárdia), por volta de 5 a 6 meses, é altamente recomendada nas áreas onde há grande ocorrência da doença, sendo necessárias três doses, com intervalo de 21 dias entre elas, e reforço anual da imunização.

Fique atento aos sinais clínicos

Machucados que não saram nunca e feridas na orelha são comuns e servem de alerta para a doença. Outra particularidade da leishmaniose canina é que 80% dos cachorros infectados apresentam problemas oculares. Fique atento à secreção persistente, piscadas excessivas e incômodo nos olhos.

O cachorro ainda pode apresentar nódulos e caroços, que são características típicas dessa enfermidade. Geralmente, eles aparecem porque o sistema de defesa do organismo age contra o ataque da leishmania. Isso acaba aumentando o volume dos linfonodos – em várias partes do corpo do animal ao mesmo tempo ou de forma localizada.

Leishmaniose pode afetar órgãos internos

O parasita pode prejudicar diversos órgãos internos como rins, fígado, ou mesmo estruturas como o sistema digestivo. Entre os sinais clínicos mais comuns estão vômito, diarreia, sangramento nas fezes, perda de apetite, desidratação e irregularidade no trato urinário. Quando a medula óssea é atacada, por exemplo, a produção de células sanguíneas diminui. Isso pode gerar anemia e deixá-lo predisposto a novas infecções.

O diagnóstico da leishmaniose canina é complexo e infelizmente nenhum exame é totalmente confiável – todos têm margens de erro. Infelizmente, essa porcentagem de falhas dificulta o processo. O veterinário vai avaliar o quadro clínico e todo o contexto do cachorro para escolher a técnica mais conveniente.Por isso, fique atento aos possíveis sinais clínicos e se suspeitar de leishmaniose, isole-o de outros animais para evitar contaminação e leve-o ao veterinário o mais rápido possível.

  • Enfraquecimento do pelo;
  • Ferida no focinho;
  • Apatia;
  • Perda de peso.

Novo medicamento diminui carga da Leishmania

Embora o parasita necessite do vetor para a sua transmissão (o mosquito), o cachorro é o principal hospedeiro urbano da doença. É também a forma de manter o parasita vivo. Com o cão de hospedeiro, a picada do mosquito permite se espalhar até novos “abrigos”. Diante desse cenário, muitos cachorros foram sacrificados na tentativa de combate à doença.

Essa realidade começou a mudar em 2016, quando surgiu um novo medicamento regulamentado pelo Ministério da Saúde e com resultados bastante positivos. Mas é preciso lembrar que a leishmaniose canina permanece sem cura total. O que esse tratamento faz é promover uma cura clínica e epidemiológica.

Isso significa que o cachorro não apresentará lesões ou sinais de estar doente. Ele vive como se fosse um animal saudável. O medicamento diminui a carga da Leishmania de forma a conter os prejuízos da doença. Esse animal também deixa de ser fonte de transmissão.

Doença não tem cura, mas sintomas podem ser amenizados

Ainda é uma cura parcial, pois o parasita continua vivendo no cachorro, mas já demonstra um grande avanço. Porém, é um tratamento caro, longo e que requer muito cuidado e intenso acompanhamento veterinário. Possivelmente, o cachorro infectado terá de repetir o tratamento, realizar exames e avaliações clínicas para acompanhamento ao longo da vida.

Como complemento dessa medicação, é possível promover medidas paliativas para amenizar os sintomas. Esse suporte pode ser indicado para tratar um problema causado pela doença. Por exemplo, um fígado afetado pode receber medicação específica.

Como prevenir a leishmaniose canina

Como já explicado anteriormente, a leishmaniose é uma zoonose com grave potencial para humanos e que não tem cura. Por isso, o veterinário Guilherme Cirino explica que, quando confirmado o diagnóstico, é necessário notificar a vigilância sanitária do município para que tomem as medidas cabíveis. “A vigilância então fará outros testes para confirmação, e caso seja comprovado, há necessidade de tratamento, ou em últimos casos, eutanásia”, salienta. Por isso, medidas de prevenção são tão importantes. Veja a seguir as melhores formas de prevenir e cuidar do seu pet para protegê-lo da doença

Vacine seu pet contra a Leishmaniose

A vacina pode ser tomada por filhotes acima dos 5 ou 6 meses de idade, após o protocolo vacinal padrão (poli, raiva, gripe, giardia). É administrada em três doses, com intervalo de 21 dias entre elas, e deve ser repetida todos os anos. Entretanto, é preciso ressaltar que somente os cachorros avaliados como soronegativo (que comprovadamente não apresentam o parasita) podem tomá-la. Na Pet Center Canoas você encontra a vacina LeishTec da Ceva, única aprovada pelo ministério da agricultura para uso em cães. O protocolo para cães que nunca foram vacinados é:

  • Trazer para fazer o teste rápido (obrigatório por lei, não pode vacinar se não tiver teste negativo).
  • Dando negativo, indicado 3 doses da vacina, com intervalo de 21 dias.
  • Revacinação anual, contando da data da primeira vacinação.
  • Caso haja atrasos no protocolo, há necessidade de começar tudo de novo.

Além da vacinação, o veterinário Guilherme Cirino indica a utilização da coleira Seresto, que repele mosquitos e é a recomendação da OMS para uma dupla proteção.

Clique aqui e aproveite o pacote teste mais vacina de Leishmaniose

Mais posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.