Entenda os estágios da doença renal crônica e como é feito o tratamento

Se você é tutor de um cãozinho ou gatinho, já sabe que eles também são acometidos de várias doenças muito semelhantes às dos humanos: câncer, diabetes, pressão alta, problemas no coração são alguns desses exemplos. A Doença Renal Crônica é outra patologia que precisa ser bastante conhecida por quem tem animalzinho de estimação. Ela é bastante grave e é uma das mais presentes em pets, muitas vezes sem sinais específicos. Por isso, é importante ficar atento. Continue a leitura e saiba mais sobre os estágios da doença e como é realizado o tratamento.

Fique atento aos níveis da creatinina sérica

A doença renal crônica é uma condição decorrente de alteração na função renal com manifestação geralmente silenciosa. Quando o paciente apresenta alguma alteração mais evidente, como falta de apetite, vômitos, diarreia e hálito muito forte, é sinal de que a doença já se encontra em um estado mais avançado. O sinal mais sutil que se apresenta antes é o aumento no volume de urina e no consumo de água.

A Sociedade Internacional de Interesse Renal (International Renal Interest Society – IRIS) propõe um sistema de classificação composto por quatro estágios de evolução da DRC em cães e gatos. Esses estágios foram estabelecidos de acordo com as concentrações séricas de creatinina. Para a realização desses exames, o paciente deve estar em jejum e hidratado, em dois ou três momentos diferentes ao longo de algumas semanas.

ESTÁGIO 1: estado não azotêmico, mas com alguma alteração renal presente, tal como incapacidade de concentração urinária, proteinúria renal e alterações renais ao exame de imagem e de biópsia.

ESTÁGIO 2: presença de discreta azotemia em avaliações seriadas (creatinina sérica entre 1,4 e 2,0 mg/dL para cães e 1,6 a 2,8mg/dL para gatos). Pacientes nos estágios I e II não apresentam manifestações clínicas de disfunção renal, à exceção de poliúria e polidipsia.

ESTÁGIO 3: presença de azotemia em grau moderado (creatinina sérica entre 2,1 e 5,0mg/dL para cães e 2,9 e 5,0mg/dL para gatos). O paciente poderá apresentar manifestações sistêmicas da doença renal.

ESTÁGIO 4: presença de intensa azotemia (creatinina sérica superior a 5,0mg/dL para cães e gatos). Nesse estágio o paciente apresenta importante perda da função renal que pode estar relacionada a falência renal e apresentar diversas manifestações sistêmicas de uremia, como alterações gastrointestinais, neuromusculares e cardiovasculares.

 

 

Existe uma causa para a Doença Renal Crônica em pets?

A DRC não é uma doença propriamente dita, e sim uma condição do rim. São várias doenças que levam a uma condição progressiva e irreversível. Durante alguns meses ou anos, o rim é afetado por algumas patologias que vão culminar ao que chamamos de doença renal crônica.

A origem pode ser infecciosa, pielonefrites, nefropatia de refluxo. Existem também as glomerulopatias, as doenças da parte que filtra o sangue, que têm a característica de perder muita proteína na urina, as glomerulonefrites, amiloidoses glomerulares, as doenças túbulo intersticiais que são mais comuns nos felinos idosos.

Alguns tipos de câncer também costumam atingir esses órgãos, sendo os gatos os que desenvolvem mais a falência renal em virtude de câncer. Os felinos são igualmente mais acometidos pelas doenças obstrutivas. Problemas congênitos também podem ser a causa da Doença Renal Crônica. Veja abaixo outras possíveis causas:

  • Diminuição do fluxo do sangue e da urina aos rins;
  • Pressão arterial alta;
  • Câncer;
  • Obstruções como pedras nos rins;
  • Ingestão de substâncias tóxicas, medicações e materiais de limpeza;
  • Doença dentária avançada;
  • Idade maior que 7 anos;
  • Alimentos com níveis altos de fósforo;
  • Aumento da ingestão de proteína (carne);
  • Estresse.

Esteja atento aos sinais sutis

Os rins são órgãos vitais, responsáveis por filtrar o sangue e eliminar substâncias tóxicas como amônia, uréia e ácido úrico do organismo. Além disso, eles também são os responsáveis por secretar substâncias importantes para a saúde e realizam a manutenção do equilíbrio de eletrólitos, como sódio e potássio. E é por isso que a insuficiência renal em pets é tão perigosa.

Por isso é tão importante que os tutores fiquem atentos a todo e qualquer sinal. Além disso, os check-ups regulares são fundamentais na prevenção. Quanto antes a doença renal for diagnosticada, mais tempo se terá para eliminar a causa e retardar a progressão da doença.

Nos estágios 1 e 2 da Doença Renal Crônica, é importante estar atento para doenças que evoluem concomitantemente e que podem favorecer a perda precoce da função renal, tais como pielonefrite, hipertensão, diabetes mellitus, nefrolitíase, glomerulopatia/glomeruloesclerose associada à proteinúria, ureterolitíase, entre outras.

No estágio 3, as alterações laboratoriais e as manifestações clínicas ocorrem de maneira mais marcante. Com o progredir da doença, como o reflexo da uremia, há comprometimento gradativo da condição corporal e do peso. A desnutrição é a maior causa de morbidade em cães e gatos em estágios 3 e 4 e, por isso, a introdução da dieta terapêutica é fortemente indicada. Náusea, vômitos e diarréia podem ser controlados com o uso de medicações.

Caso o seu pet apresente os sinais clínicos abaixo listados, agende consulta com nossos especialistas ou traga-o imediatamente ao nosso plantão:

  • Urinar muito e beber muita água;
  • Dificuldade para urinar;
  • Falta de apetite;
  • Perda de peso;
  • Vômito e diarréia;
  • Gastrite, Úlceras e Feridas na boca
  • Mau hálito;
  • Cansaço;
  • Pelos ressecados, sem brilho e arrepiados;
  • Dor abdominal.

Previna a Doença Renal Crônica

Assim como para os seres humanos, o consumo de água é fundamental para manter uma boa saúde renal nos pets. Eles devem ser estimulados desde sempre ao consumo de água, com muitos potes distribuídos no ambiente que eles frequentam, água corrente (como fontes) para os gatinhos e alimentação com rações úmidas são fundamentais. Além disso, a questão alimentar tem papel importante na prevenção e evolução da doença renal. A adequação nutricional para o paciente que já tem diagnóstico de doença renal crônica gera uma melhor qualidade e um maior tempo de vida.

É indicado ofertar alimentos úmidos aos pets para repor as necessidades hídricas. Também é preciso estar atento e evitar o contato com plantas, alimentos e fármacos considerados tóxicos aos animais.

Obviamente, existem algumas doenças que têm caráter genético e não podem ser prevenidas, mas ainda assim é importante manter o cuidado com a alimentação e a hidratação (aumentando o consumo de água e rações úmidas). Assim, mesmo tendo uma doença renal, o paciente viverá mais e melhor.

Realizar visitas periódicas ao médico veterinário para acompanhamento preventivo é essencial, visto que o diagnóstico precoce é a melhor forma de tratar e preservar a função renal. Ele é feito por meio de exames de sangue associados com ultrassonografia abdominal e exames de urina.

Agende uma consulta

A partir do momento em que a Doença Renal Crônica já está instalada, é muito importante realizar acompanhamento periódico e constante com médico veterinário. Isso possibilitará que o seu cãozinho ou gatinho tenha uma melhor qualidade e expectativa de vida ao seu lado.

Se o seu peludinho já demonstra algum sinal clínico mencionado nesse texto ou se ele tem mais de 7 anos, é super importante que você traga ele para avaliar a função renal.

Entre em contato conosco e agende uma consulta. Ligue (51) 3427-3832 ou envie uma mensagem para o WhatsApp (51) 98206-3018 clicando aqui.

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