Cigarro e os malefícios aos pets

Já é mais do que comprovado que cigarro faz mal à saúde e que os fumantes passivos também sofrem com os seus males. Mas e os bichinhos de estimação? Você já pensou o quanto a fumaça do cigarro pode fazer mal a eles?

Animais de estimação correm risco igual ou maior de serem vítimas de fumo passivo do que humanos, diz uma pesquisa da Universidade de Glasgow, no Reino Unido. Eles inalam mais fumaça e, por causa de sua rotina de limpeza, ingerem nicotina ao limpar seus pelos. Assim como os humanos, os animais que convivem com tutores fumantes estão propensos a desenvolver bronquite crônica, dermatites alérgicas, conjuntivites, além do câncer de pulmão.

Segundo a médica veterinária Sofia Wistuba, especialista em Cardiopneumologia, atualmente é comum os fumantes evitarem fumar perto de crianças e bebês, e em quase todos os lugares é proibido o uso do cigarro em ambientes fechados, pelos malefícios da fumaça. Contudo, muitas pessoas esquecem dos males que o cigarro faz aos pets. “Da mesma forma que se deve evitar fumar perto das crianças, deve-se evitar fumar perto dos animais, pois isso pode causar problemas respiratórios também”, diz.

Fumaça não combina com pulmão

As consequências para os cães e gatos que convivem com fumantes e ficam próximos a eles na hora de fumar são diversos. Entre os principais problemas que os pets podem adquirir estão a bronquite alérgica, alergias, problemas respiratórios e até mesmo câncer. Os tumores nasais são duas vezes mais frequentes em cães que moram com pessoas que fumam. Nos cães de focinho curto, como shitzu e pugs, por exemplo, a fumaça passa rapidamente pela via respiratória, fazendo com que as toxinas se instalem no pulmão.

cer mais comum da espécie, é três vezes maior, e tratamentos por quimioterapia e radiação funcionam apenas em 50% dos casos. Além de inalar a fumaça, ao se lamber, o animal entra em contato com substâncias químicas nocivas impregnadas nos pelos. Entre os felinos portadores de bronquite asmática, há potencialização e aumento da freqüência das crises respiratórias, podendo, em alguns casos, levá-los à óbito por insuficiência respiratória aguda.

Além de afetar o sistema respiratório do animal, o cigarro pode causar doenças de pele. Se o pet começar com “coça-coça”, queda excessiva de pelo e feridas no corpo, pode ser um indício de alergia à fumaça. Os cães de companhia estão mais suscetíveis aos males do fumo por ficarem mais tempo com seus donos.

Como minimizar os malefícios do cigarro aos pets

Se você fuma e não quer ou não pode deixar de fumar, você deve ter consciência de que é preciso preservar a saúde das pessoas e dos animais ao seu redor. Procure expulsar a fumaça através de uma janela no momento de acender um cigarro.

Caso você seja fumante e tenha percebido espirros ou tosses no seu pet, é preciso agendar uma consulta com médico veterinário o quanto antes. Exames devem ser feitos e os devidos tratamentos precisam ser iniciados, garantindo sempre a saúde o bem-estar do pet.

A recomendação da veterinária Sofia Wistuba é que pets de tutores tabagistas sejam levados mais frequentemente a consultas para checkups. Neste caso, os animais mais velhos precisam ser avaliados pelo veterinário a cada seis meses, e, os mais novos, uma vez ao ano. Além disso, é aconselhado fumar longe dos bichinhos e nunca em lugares fechados, junto com eles. Também é necessário lavar as mãos após fumar, pois o resíduo de nicotina que fica nas mãos causa problemas de pele nos animais.

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