A importância da doação de sangue de cães e gatos

Todos nós sabemos que a doação de sangue pode salvar vidas, e que o ato é um gesto de amor ao próximo. Provavelmente, você já presenciou alguém que precisasse de doação ou pelo menos ouviu falar. Mas você sabia que os animais de estimação também necessitam de transfusão? Leia até o fim e saiba como é a doação de sangue dos pets.

Quando é feita a transfusão de sangue em pets?

Normalmente, a transfusão de sangue entre animais acontece em situações emergenciais como acidentes, traumas ou grandes cirurgias, e contribui para reduzir sintomas de anemia e disfunção sanguínea.

Ao levar seu pet para doar sangue, você estará contribuindo para a saúde e cuidado de pacientes que sofrem de causas como:

  • Doenças transmitidas por carrapatos;
  • Câncer;
  • Atropelamentos;
  • Pancreatite;
  • Picadas de animais peçonhentos;
  • Insuficiência renal;
  • Intoxicações;
  • Hemorragias ou distúrbios na coagulação sanguínea.

 

O que um pet precisa para ser um doador de sangue?

Alguns tutores podem ficar receosos sobre como funciona o processo de doação de sangue e se o seu peludinho vai sofrer. Mas há necessidade para essa preocupação, pois o pet doador não sofrerá nenhum efeito colateral pela doação. Ao contrário, na maioria das vezes ele acaba por ganhar uma série de exames de sangue para saber mais sobre o seu estado de saúde. Além do exame clínico, que avalia as condições físicas do animal, o seu sangue passa por exames minuciosos. Os principais exames realizados de graça nos bancos de sangue são:

  • Hemograma completo;
  • Contagem de plaquetas;
  • Ureia e creatinina;
  • Brucelose;
  • Leishmaniose;
  • Dirofilariose;
  • Erliquiose;
  • Babesiose;
  • Doença de Lyme;
  • Febre maculosa;
  • FIV e FeLV (gatos);
  • Mycoplasma haemofelis (gatos).

Todo o processo da doação de sangue é feito de forma cuidadosa e obedece critérios rígidos. Em cada doação, é retirado só um pouquinho de sangue, num processo não doloroso e que também não demora mais que meia hora. É cortado um pouco de pelo na região do pescoço, onde é efetuada a coleta, mas não se assuste, é o melhor lugar para fazê-lo. Geralmente, o paciente é anestesiado para o processo de coleta, com exceções para pets que são muito tranquilos.

Para ser doador, o pet precisa preencher alguns pré-requisitos: ser saudável, ter idade entre um e sete anos, peso superior a 30 kg (cão) e 6 kg (gato), ser vacinado e desparasitado, não ser obeso e não ter histórico de doenças graves. No caso das fêmeas, não podem estar prenhes ou no cio. Veja abaixo todos os critérios para ser um doador.

Cachorros:

  • Saudável
  • Calmo
  • Peso superior a 30 kg (alguns médicos veterinários recomendam 25 kg, outros 27 kg);
  • Idade entre 1 e 7 anos;
  • Sem doenças infecciosas;
  • Vacinado e desparasitado;
  • Não tomar qualquer medicação além dos desparasitantes;
  • Sem história de doença grave;
  • Não apresentar sopro cardíaco;
  • Não ter recebido transfusão de sangue;
  • Não ser obeso;
  • No caso das fêmeas, não podem estar prenhes;
  • Não podem estar no cio;
  • Não tenha tido carrapatos recentemente e serem negativos para hemoparasitoses.

Gatos:

  • Saudável;
  • Calmo;
  • Peso superior a 6kg;
  • Idade entre 1 e 7 anos;
  • Ter criação totalmente indoor (gatos sem acesso à rua)
  • Apenas alimentado com dieta comercial
  • Sem doenças infecciosas;
  • Vacinado e desparasitado;
  • Não tomar qualquer medicação além dos desparasitantes;
  • Sem história de doença grave;
  • Não apresentar sopro cardíaco;
  • Não ter recebido transfusão de sangue;
  • Não ser obeso;
  • No caso das fêmeas, não podem estar prenhes;
  • Não podem estar no cio;
  • Não podem ser Fiv ou Felv positivo.

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