Neurologia Pet em Cães e Gatos

Neurologia em cães e gatos

Neurologia em cães e gatos
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A neurologia de pequenos animais, dentro da veterinária, é uma especialidade que abrange todas as alterações que os cães e gatos podem apresentar no que diz respeito ao encéfalo (cérebro) e à coluna vertebral.

Existem outras afecções que também atingem os chamados nervos periféricos (que são aqueles que estão nas extremidades) nos membros (braços e pernas) dos animais.

Várias doenças necessitam da orientação e apoio do Médico Veterinário especialista em neurologia, como a epilepsia, hérnias de disco, paralisia, tumores cerebrais e da coluna, encefalites e meningoencefalites de origem diversas, hidrocefalia, entre outras.

Por isso, o médico veterinário com especialidade em neurologia é tão importante.

É esse veterinário que cuida dos sintomas relacionados às doenças neurológicas:

convulsões, paralisias, impotência funcional, dor aguda em coluna, andar em círculos, perda de equilíbrio, como na labirintite, com head tilt (cabeça torta para o lado), dificuldade de locomoção.

A Dra. Beatriz Guilhembernard Kosachenco, médica veterinária, mestre em cirurgia veterinária pela UFSM, é a médica veterinária responsável pela área da neurologia na Pet Center Canoas.

Ela esclarece algumas questões importantes nesse Papo com Vet.

Neurologia Pet: A quais alterações os tutores devem estar atentos para o encaminhamento correto a um neurologista?

Os tutores devem estar sempre atentos a qualquer alteração que os animaizinhos apresentem no que diz respeito à face do animal:

  • um piscar diferente
  • um olho que se mexe sozinho
  • a cabeça um pouquinho mais torta

Também com relação ao caminhar do animal:

  • na questão de tropeçar
  • mancar
  • ter dificuldade de subir escadas

Estes podem ser o início de uma patologia que pode estar relacionada com o sistema nervoso – tanto na coluna vertebral, quanto no cérebro do animal.

Isso não significa que são os animais mais velhos que a gente precisa controlar.

Nos animais novos podem incidir doenças bastante agressivas e rápidas.

Por isso, os tutores devem estar sempre atentos a qualquer sinal diferente, pois muitas vezes a doença tem uma progressão lenta, mas pode haver um sinal precoce.

As alterações podem ser relatadas numa consulta clínica veterinário que acompanha o animal ou mesmo em uma visita para o banho e tosa. Quanto mais precocemente a doença é diagnosticada, melhor será a resposta ao tratamento.

Quais as raças mais predispostas a doenças neurológicas?

Todas as raças são acometidas por enfermidades específicas. Tanto que existe na literatura veterinária listas das doenças que ocorrem mais frequentemente e em quais raças.

Das raças mais encontradas no Brasil e em nossa região, vemos alterações de encéfalo em pug, yorkshire, maltês, que são raças pequenas e que apresentam alterações.

Isso não significa que as raças de porte maior não podem sofrer também de doenças deste tipo.

Outras raças que têm predisposição para doenças de coluna são dachshund (linguicinha), o lhasa apso, o shitsu, beagle, buldogue francês, pastor alemão, rotweiller, doberman – sendo alguns coluna tóraco-lombar, outros cervical. O ambiente onde o animal vive e os hábitos – subir em sofás, subir e descer e escadas, interfere diretamente na saúde da coluna.

Doenças neurológicas causam dor?

As doenças na coluna, como as hérnias por exemplo, causam bastante dor. A gente sabe que o sistema nervoso central (tecido nervoso do cérebro e da medula espinhal) por si só não dói.

O que dói são as meninges, que são as membranas que recobrem e protegem esse tecido nervoso. Quando as meninges são comprimidas ocorre uma dor intensa. Os nervos também doem.

Quando o animal apresenta mudanças nos hábitos e na postura, muitas vezes ficando com a coluna curvada para fora, pode ser uma manifestação de patologia, como as hérnias.

Quando identificado com prematuridade, o quadro pode ser tratado com medicamentos ou cirurgicamente.

Contudo, uma hérnia de disco, algumas vezes considerada como um trauma de medula espinhal, pode levar o animal a óbito. O disco rompe e o conteúdo da medula é expulso com tanta força que é como se houvesse ocorrido uma batida na medula espinhal.

Automaticamente ocorrem hemorragias e edema, chegando à necrose que é a morte do tecido medular.

Felinos também são acometidos por doenças neurológicas?

Gatos também têm alterações neurológicas, muitas vezes ocasionadas por traumas – queda, atropelamento.

A conformação anatômica dos gatos é diferente e adequada aos hábitos de saltar, pular e escalar móveis, diferentemente dos cães. Fraturas e luxações são algumas patologias mais frequentes em felinos.

Outras alterações que acometem os gatos são doenças infecciosas que atingem o sistema neurológico com bastante frequência ou ainda tumores – que podem se assemelhar a quadros iniciais de hérnia de disco.

Quais as recomendações para doenças neurológicas sejam evitadas?

Os cuidados necessários para evitar doenças do sistema nervoso central é, desde o início da vida do animal ou assim que adotado, realizar consultas com médico veterinário e exames periódicos, no mínimo duas vezes ao ano.

Além disso, é muito importante que o tutor esteja sempre atento a qualquer alteração de comportamento do pet: falta de apetite, diarreia, etc.

Somente um médico veterinário poderá realizar a avaliação sobre o estado de saúde do animal, por meio de exames clínicos e complementares (sangue e imagens).

A vacinação de cães e gatos também é muito importante para a área da neurologia, pois algumas das doenças são causadas por vírus e bactérias.

É importante também atenção ao ambiente onde o pet passa a maior parte do tempo.

Para isso, é indicada adaptação do espaço com rampas, quando necessárias, colocar placas de EVA ou tapetes antiderrapantes quando o piso for muito escorregadio (porcelanatos e laminados).

Para evitar riscos de escorregões também é muito importante que as unhas dos pets estejam devidamente aparadas, encostando os dedinhos no chão.

A realização de passeios é bastante necessária para a manutenção da saúde do animal, mas sempre na guia – para evitar o risco de acidentes e atropelamentos.

Para os gatos, é importante a instalação de telas nas janelas e a castração – para que os animais não fujam de casa em busca de fêmeas ou machos.

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